Pierrô e Colombina
Pierrô está triste.
Colombina está triste.
As mulheres pegam um, pegam geral.
Os homens de mulher se travestem.
É o domingo das virgens. Difícil encontrar uma, e se você encontrar saiba que vai deixar de ser neste domingo.
As bebidas e trios animam o que não tem lá nada de muito alegre – não confunda alegria com falsa alegria. Não sou atrasado. Ou sou? Bem, na primeira e última vez – assim espero – que fui nesse bloco “irreverente”, estive sujeito a levar um tiro e a olhar cenas eróticas e de baixíssima categoria, por que cá entre nós, até para baixaria tem que se ter uma classe – sigam o exemplo de nossa professora Luciana Gimenez.
Colombinas travestem seus namorados, maridos, irmãos, primos, etc. de roupas do gênero feminino, como uma forma de eles soltarem a “franga” neste único dia e não ter que soltarem-se outros dias do ano, e manter a pose de machão, ah, até porque é muita masculinidade se travestir de mulher.
Colombina chora.
É uma micareta em formo de bloco de carnaval, só tem graça se a moça pegar de 10 “virgens” pra cima. Tirar o batom das virgens é algo que elas adoram. E uma doença sexualmente transmissível? Quem liga? Beijo não é sexo, certo? Errado.
Pierrô chora.